domingo, 4 de novembro de 2012

Mama parte 01


Hello galera!
 Para entendermos como a fisioterapia atua no câncer de mama primeiro temos que entender a anatomia da mama, os tipos de cirurgia e as reconstruções. 

Nessa primeira parte irei abordar de uma forma básica e simples a ANATOMIA DA MAMA E MÚSCULOS:


ANATOMIA:
A mama é um órgão par, situada na parede anterior do tórax.
Está apoiada sobre o músculo peitoral a partir da segunda costela superiormente até a sexta costela inferiormente.
É composta dos tecidos adiposo, glandular e fibroso.
Na maioria das mulheres ocorre uma leve assimetria. Tem espessura média de 5 a 7 cm, diâmetro em torno de 10 a 12 cm e peso que pode variar de 150 a 900g. 
A pele que recobre a mama é fina, elástica, mais clara, com discretos pêlos.
Diferencia-se do resto do corpo pela sua parte central que é mais espessa, pigmentada, enrugada e desprovida de pêlos chamada aréola.
É constituída por um conjunto de 15 a 20 unidades funcionais conhecidas como lobos mamários, representados por 20 ductos terminais que se exteriorizam pelo mamilo.
Apresentam a forma cônica ou pendular, variando de acordo com as características biológicas corporais e com a idade da pessoa.


MUSCÚLOS:
Abaixo estão alguns músculos dos membros superiores e tronco que são retirados ou manipulados durante a retirada do câncer de mama, nas reconstruções e que trabalhamos durante a fisioterapia.

Músculo Peitoral Maior
Ação: Flexão, adução e rotação interna do úmero.
Traduzindo : O músculo peitoral levanta, fecha e roda o braço para dentro.




Músculo Peitoral Menor                      
Ação: Descer o ombro, tracionando
 a escapula para baixo e auxiliando 
nas rotações do ombro.






Músculo Grande Dorsal                      
Ação: extensão, adução e rotação 

medial do braço.
       Traduzindo: Leva o braço para trás, 
       fecha e roda para dentro.



Músculo Subclávio                                  
Ação: Abaixar a clavícula e estabilizá-la
 durante os movimentos da cintura escapular
Traduzindo: Abaixa a clavícula e estabiliza
 durante os outros movimentos do braço.

Intercostais:                                                  
Externos:
Ação : Puxam as costelas conjuntamente, 
auxiliando na respiração
Internos:
Ação : Puxam as costelas conjuntamente,
 auxiliando na respiração

Serrátil Maior:                                
Ação : elevação do ombro, traciona 
escápula para frente e para baixo e 
manter a escápula junto ao tórax e 
tracionada para baixo.


Redondo Maior:                                      
Ação: rotação medial e lateral do 
braço e estabilizar e fixar a cintura 
escapular permitindo os movimentos 
do membro superior
Traduzindo: Roda o braço para fora 
e para dentro, além de fixar os músculos 
da escapula permitindo os movimentos
 do braço.


Subescapular:
Ação: rotador medial do braço e estabilizar 
e fixar a cintura escapular permitindo os 
movimentos do membro superior
Traduzindo: Roda o braço para dentro, 
além de fixar os músculos da escapula 
permitindo os movimentos do braço.



Deltóide:
Ação: Elevação anterior , abdução , 
faz extensão do MMSS
Traduzindo: Levanta o braço para frente, fecha e leva para trás .



Reto abdominal:                                           
Ação:Flexão do tronco. 





Próximo post será sobre vascularização e inervação e anatomia do sistema linfático.


Fonte:

domingo, 28 de outubro de 2012

I Simpósio Centro-Oeste de fisioterapia em Oncologia


Este final de semana (Dia 26 e 27) aconteceu o I Simpósio Centro-Oeste de fisioterapia em Oncologia. Gostaria de parabenizar os organizadores Fisioterapeuta Marco e Júlia pelo MARAVILHOSO evento!
Tiveram profissionais de diversas áreas e de vários lugares do Brasil para abordar temas bastante interessante  não só sobre a Fisioterapia em Oncologia, mas a oncologia em geral . Sempre enfatizando a importância de uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar!!!

E felizmente eu fui e contribuí com novos estudos.




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que é fisioterapia na oncologia??


Fisioterapia em oncologia

Segundo o CREFITO, a fisioterapia possui o objetivo de preservar, manter, desenvolver, restaurar ou reabilitar a integridade da pessoa inserida em seu meio.
A fisioterapia, como as outras áreas da saúde, atua em diversas patologias, mas ainda não é conhecida em todas elas. São as mais populares a ortopedia, a neurologia, a cárdio-respiratória e dermatológica. A fisioterapia em pacientes oncológicos também já está começando a se expandir e se popularizar.  Em algumas regiões, como a sul e a sudeste essa área é mais reconhecida, em outros estados ainda está tomando corpo, devido ao aumento de atenção a essa patologia. Sendo assim, Fisioterapia em oncologia tem reconhecimento da Especialidade junto ao COFFITO em 2009 como Onco-funcional (Resolução Coffito nº 364).
Assim a fisioterapia oncológica tem o objetivo de preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico (INCA).
Atuando em todas as áreas da oncologia como mama, cabeça e pescoço, osso, linfedema, pulmão, neurologia e outros. Como também em todas as fases da doença :
Reabilitação preventiva: Atua quando recebido o diagnóstico, “trabalhando” antes ou imediatamente após o tratamento cirúrgico, a quimioterapia ou a radioterapia.  Visando prevenir a parte respiratória ou músculo- esqueléticas, além de orientar o paciente do tratamento e os cuidados gerais.
Durante o tratamento – Visa avaliar as alterações funcionais ocorridas durante o tratamento, além controlar a dor, o inchaço, a função pulmonar, e a função motora, se essa apresentar alguma alteração, ou preveni-las no caso de não ter havido alterações e orientar o paciente sobre a importância dos exercícios.
Pós-tratamento - Desenvolver um programa para ajudar a restaurar a rotina diária, além de exercícios para a parte motora e respiratória, com o objetivo de melhorar a de qualidade de vida.


Recidiva da doença - Educar o paciente sobre essa nova fase. Realizar exercícios para restaurar sua função motora e respiratória ou prevenir complicações futuras.

Fase terminalEducar o paciente e a família em relação à síndrome do desuso. Minimizar ou controlar a dor e os sintomas, além de manter o máximo de independência e qualidade de vida.
**** Enfatizando que o fisioterapeuta avaliará o paciente e irá reabilitá-lo em relação aos efeitos do tratamento de cada tipo de câncer. E que em todas as fases o objetivo principal da fisioterapia é a QUALIDADE DE VIDA DO INDIVÍDUO.





Fonte:
GERBER LH. Cancer rehabilitation into the future. Cancer 2001;92:975–9.